A Metonímia é uma figura de linguagem bastante empregada para enfatizar os discursos. Trata-se de um recurso tanto da linguística quanto da semântica.
Ela tem o poder de substituir um outro termo.
Isso de acordo com a relação de contiguidade, além de afinidade entre duas palavras, ou ideia, ou conceitos etc.
Origina-se do grego “metonímia”, sendo composta pelos termos “meta” (mudança) e “onoma” (nome).
Isso tem o significado literal de “mudança de nome”.
Considerações sobre a Metonímia
A Metonímia é uma figura de linguagem que se funda no emprego de uma palavra além do seu contexto semântico.
Na verdade, é a substituição de uma expressão por outra, só que mantendo o sentido entre as duas.
Ela pode ocorrer de várias formas. Pode ser uma parte pelo todo, exemplo: Ela tem várias cabeças de gado – tem bois.
Ou uma causa pelo efeito, exemplo: Ganhei dinheiro com meu suor – meu trabalho.
Pode ser ainda autor pela obra, exemplo: Eu lia Machado de Assis – os livros do escritor.
Ou o inventor pelo invento, exemplo: Meu carro é um Ford – Henri Ford criou a marca. Ou a marca pelo produto, exemplo: Eu gosto de Nescafé – café solúvel.
Mencione-se ainda a matéria pelo objeto, exemplo: Ambicionavam o vil metal – dinheiro. O singular pelo plural, exemplo:
O professor não desiste dos seus direitos – diversos professores.
O concreto pelo abstrato, exemplo: João é bom de cabeça – boa memória. O continente pelo conteúdo, exemplo: Bebi um copo d’água – copo com água.
E gênero pela espécie, exemplo: Os homens evoluíram – a humanidade.
A Metonímia e outras figuras de linguagem
Não é raro que as pessoas se confundam com a definição de Metonímia e Metáfora.
Só que esta última determina uma relação de comparação entre duas palavras. Podemos exemplificar a metáfora assim:
Aquela moça é uma flor – aqui há uma comparação subentendida entre a beleza da moça e a da flor.
Já a Metonímia troca uma expressão por outra, posto que se apoia na relação de proximidade entre elas. Exemplificando:
Limpei meu ouvido com cotonetes – só que o produto é uma haste flexível com algodão na ponta.
Havia antes também uma diferenciação entre Metonímia e Sinédoque, já que nesta última há o emprego de uma palavra em vez de outra.
Exemplo: Vou à capital lusitana – Lisboa.
Hoje se considera que há entre as duas figuras de linguagem uma relação de extensão.
E por ser mais englobante, passou o conceito de Metonímia a preponderar sobre o de Sinédoque.











